revista lavoura

Lavoura é trabalho de aração e de semeadura, de brotação e de crescimento; trabalho que escuta os apelos da terra, de apreensão pelo tempo da colheita. É revista por imprevisto e terreno por nascença. Nasce da nomeação, sacra e profana, para adunar nossos desígnios em meio à confusão de vontades, quebrando o silêncio com afeto e erguendo um teto inviolável sob o qual escolhemos repartir o pão, como à mesa dos sermões, e trazer a necessidade à boca. Cada boca é uma semente de palavra e é no terreno das palavras que escorre a seiva dos confrontos pelo narrado, que abreviam nossas perturbações com a urgente provocação: para onde estamos indo? Lavoura é espaço de ruminar alguma coisa sobre isto…

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As seções colaborativas compreendem ficção, poesia, crítica e entrevista, acolhendo escritores, editores, críticos e professores de carreira sólida ou novata. Seus editores-fundadores acreditam na publicação de textos que passem por crivos prévia e explicitamente constituídos, conquanto sejam derivados de um processo dinâmico e dialético de escuta e contestação, desraigando-se de noções “universais” sobre qualidade literária, quase sempre deferentes a cânones arcaicos eivados de feições estruturais excludentes, sobretudo do ponto de vista colonial.

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Além da publicação de literatura brasileira contemporânea, a Lavoura ocupa aparelhos culturais públicos e privados, participa de festas literárias, como a Flip, e promove encontros, lançamentos, debates, cursos e grupos de estudos interdisciplinares – partindo necessariamente da literatura – a fim de explorar pontos de contato entre a produção acadêmica, a crítica de arte e cultura e o meio artístico-editorial, democratizando o acesso à literatura e chamando ao diálogo o leitor comum.

Editores André Balbo e Lucas Verzola

Patrono Raduan Nassar


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