Boaventura de Sousa Santos fala sobre sua obra poética

Boaventura de Sousa Santos fala sobre sua obra poética

dezembro 11, 2018 0 By revistalavoura

No próximo sábado, dia 15/12, a partir das 16:00, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos estará no espaço da Tapera Taperá, na Galeria Metrópole, em um encontro para mostrar sua face menos conhecida: a de um (não) poeta. A organização do evento é da pesquisadora Laura Mascaro.

Boaventura de Sousa Santos, professor da Universidade de Coimbra, é bem conhecido por sua produção científica e sua atuação política. Seus livros tratando sobre direitos humanos, globalização, teoria política e epistemologia são parte integrante da bibliografia de diversos cursos no Brasil e no mundo. O que poucos sabem é que, além de sua profícua laboração nas ciências humanas, Boaventura também escreve poemas desde a época em que era estudante universitário.

“Não sou poeta. Concordo que o passado o presente e o futuro são eternos mas as minhas afinidades com os poetas ficam por aí. […] Há mais poetas que javalis. Se deus não foi feliz com a criação não me compete corrigi-la. Apesar de nada ter em comum com os poetas partilho com eles o essencial” explica Boaventura em um de seus poemas, “Repetitório”.

Aqui, os temas pelos quais o autor se faz tão eloquente se calarão para dar lugar à poesia. Ou melhor, a poesia saberá enunciá-los de uma forma ainda mais precisa.

Durante o evento, poetas de São Paulo vão declamar poemas de Boaventura, além de poemas de autoria própria que dialoguem com a produção do professor português.

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Endereço: Av. São Luís, 187 – Centro, loja 29, 2º andar

Sobre os participantes:

Boaventura de Sousa Santos
Nascido em Coimbra em 15 de Novembro de 1940. É doutor em Sociologia do Direito pela Universidade de Yale (1973), professor catedrático aposentado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e coordenador científico do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa. Dirige atualmente o projeto de investigação “Alice – Espelhos estranhos, lições imprevistas: definindo para a Europa um novo modo de partilhar as experiências o mundo”, financiado pelo Conselho Europeu de Investigação (ERC). Autor reconhecido e premiado em diversas partes do mundo, tem escrito e publicado extensivamente nas áreas de sociologia do direito, sociologia política, epistemologia e estudos pós-coloniais, sobre movimentos sociais, globalização, democracia participativa, reforma do Estado, direitos humanos e poesias. Seus textos encontram-se traduzidos em espanhol, inglês, italiano, francês, alemão e chinês.

Naná DeLuca
Mestre em Letras, poeta e educadore popular. Publicou o romance O Sexo dos Tubarões (Patuá, 2017). Só sabe ler, escrever e falar. De resto, investiga.

João Innecco
Nascido em 1993, é poeta cantador, membro do Coletivo Transformação e dos Poetas do Tietê. Graduando em Pedagogia na USP, pesquisa o potencial da poesia como instrumento de educação popular para pessoas em privação de liberdade, atuando junto do grupo Sarau Asas Abertas nos presídios do Estado de São Paulo. É editor da Antologia Trans (Invisíveis Produções, 2017), autor dos livros O Sopro do Vento (Multifoco, 2010) e Concreto (Multifoco, 2015). Em novembro de 2018, foi um dos poetas selecionados para participar do Mix Literário e da Mostra Textão no Museu da Diversidade Sexual (São Paulo).

Maurício Silva
Poeta. Favelado. Pan-Africanista.

Viviane Clara
Atriz no Teatro Oficina Uzona Uzyna. Artista contemporânea entranhada com teatro, música, dança e teima falar de amor.

Diana Junkes
É crítica literária e professora de literatura na Universidade Federal de São Carlos. Dedica-se ao estudo da poesia brasileira contemporânea e, em especial, à obra de Haroldo de Campos. Publica regularmente artigos e capítulos de livros, voltados para os estudos de teoria e crítica de poesia. Em 2013, publicou As Razões da Máquina Antropofágica: poesia e sincronia em Haroldo de Campos (Editora da UNESP). Foi Visiting Fellow nas universidades de Yale (2012) e Illinois (2010).

Arthur Lungov
É poeta e editor de poesia da Lavoura. É autor dos livros Luzes fortes, delírios urbanos (Patuá, 2016) e Corpos (inédito), que foi contemplado pelo 2° Edital de Publicação de Livros da Cidade de São Paulo. Foi publicado em diversas coletâneas e revistas literárias. Foi curador convidado da Casa Philos na FLIP 2018.